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ÚLTIMOS
VERSOS
Cleide
Canton
Não mais
se ouviu
a bela
melodia,
convite
ao sonho
(pálida
candura),
na tarde
calma,
após o
meio-dia,
em
versos
tantos,
cheios
de
ternura.
Não mais
dançou o
vento
nas
ramagens
da
jardineira
muito
bem
cuidada.
Opacas
flores
choram
nas
folhagens
dizendo
adeus à
fresca
madrugada.
O pranto,
então,
mistura-se
à
saudade
das
doces
rimas,
pouca
austeridade
da fria
mão,
agora a
descansar.
Na mesa
a lente
foi o
que
restou
de um
sonhador
que o
céu
sempre
buscou
em
versos
doces
que
anjos
vão
cantar.
SP,
31/10/2006
19:00
horas
http://www.paginapoeticadecleidecanton.com

TRISTES
VERSOS
Emília
Possídio
A voz
calou-se,
de tanta
incerteza.
Um sonho
se
desfez,
de tanta
amargura.
Nem
consegue
louvar a
natureza
com
melodias
de
beleza
pura.
O
assobio
do vento
é canto
triste,
os
canteiros
sem
flores,
sem
jasmim.
A
helicônia
muda
ali
resiste,
à espera
de um
último
colibri.
Dias
incertos,
noites
prolongadas,
rimas
que lhe
chegam
sempre
atrasadas
e a alma
não
sente
vontade
de
cantar.
Fixo
está o
olhar na
noite
sem
fulgor,
quem
sabe,
possa'inda
falar de
amor...
Tristes
Versos,
vontade
de
chorar!
Emília
Possídio
Recife,
31,10.2006
23h43


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