TUDO PASSA, TUDO FINDA...
Emília Possídio



Sinto o calor do asfalto na avenida
queimar meu corpo no ardente sol.
Sarando a dor daquela ferida
que o tempo solidificou num crisol.

Vou seguindo num passo compassado.
Serenamente, em cada esquina paro.
Dentro de mim um sorriso sufocado
Minha sombra tem sido o meu amparo.

Entristecida adentro n'algum templo.
No silêncio, um diálogo sacrático...
Ali me amparo...Amparo-me no exemplo
Daquele amigo de sorriso enfático.

No dia-a-dia, o mesmo caminho.
A cada encontro, a  alma confortada,
Com a sensação de que não sou sozinho.
Vou sempre em frente com a mente acalmada...

É preciso se saber que nesta vida
O riso nem a dor são permanentes
Tudo passa...Tudo passa e finda!
A Alegria e o sofrer são intermitentes.

Recife, 20.09.2006
 



 






Pagina editada por Emília Possídio em 06.10.2006
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