TEMPO QUE TE QUERO MEU
Emília Possídio

O tempo sequer percebeu
o quanto te quero  meu...
Não me atropelem os minutos
não me verguem  aos insultos.

Dentro do tempo pelejo,
fora dele há o  desejo
de seguir atrás do tempo,
nos vãos de cada entretempo.

Não é o tempo quem corre,
passa a vida, ele não morre...
Ainda sequer me dei conta,
para onde o tempo aponta!

Voando do norte e do sul,
tempo de um  infinito azul....
Assim, fico a ver o tempo
que passa nas asas do vento!

Num tempo intermediário,
num minuto solitário,
marco no tempo presença
com a história, com a crença.

Cheguei no globo do mundo
para viver um segundo.
O tempo sequer percebeu,
o quanto te quero meu!...

Fortaleza, 28.11.2006


 

 

 

  

 

 

Página editada por Emília Possídio em 27.02.2007

Respeite os Direitos Autorais