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TEMPO QUE TE
QUERO MEU
Emília Possídio

O tempo sequer
percebeu
o quanto te quero
meu...
Não me atropelem os
minutos
não me verguem aos
insultos.

Dentro do tempo
pelejo,
fora dele há o desejo
de seguir atrás do
tempo,
nos vãos de cada
entretempo.

Não é o tempo quem
corre,
passa a vida, ele
não morre...
Ainda sequer me dei
conta,
para onde o tempo
aponta!

Voando do norte e do
sul,
tempo de um
infinito azul....
Assim, fico a ver o
tempo
que passa nas asas
do vento!

Num tempo
intermediário,
num minuto solitário,
marco no tempo
presença
com a história, com
a crença.

Cheguei no globo do
mundo
para viver um
segundo.
O tempo sequer
percebeu,
o quanto te quero
meu!...
Fortaleza,
28.11.2006
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