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Sonho
Emilia Possidio
Deitei meu sonho em brancas espumas
acordei exausta de mágoas lavar
quase naufrago nas brumas
que turvam a beleza e o encanto do mar
Encostei os ouvidos na névoa
que vinha passando apressada
mergulhei os olhos no verde
das águas do teu olhar
Ouvi preguiçosa uma canção
que escorria pelos dedos
da minha emoção
como neblina fina que vestia a paisagem
parecendo-me miragem
Pensei quase ferina:
- Não me invejam os pássaros
e cigarras que vivem a cantar
Vou viver cantando
Vou morrer amando!
Vou deixar que o meu canto cresça
que a mágoa não me entristeça
e o sonho nunca desapareça
Vou viver cantando
Vou morrer amando!
Fortaleza,20.04.2004
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Página editada em 02/12/2005
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