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Soneto de Amor
Emília Possídio
Onda e mar, onde o mar quebrando
vai desaguando na água-viva
e tudo o mais vai desbravando,
até minha lida progressiva...

Águas, não, águas vão rolando,
esquecem de mim e estou viva!
Sou amor e dor, ainda sorrindo
na alegria que se esquiva.

Na areia, meus versos gravados.
É seu, tudo que eu escrevo, suas
as verdades mais profundas, nuas...

Conchas e corais perolados
são seus, amor, os entrego a você.
Os versos, levar o mar vai querer.

Fortaleza, 25.05.2005
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