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Rua.....,
192
Emília Possídio
Quando cheguei à rua, pensei:
Quanta coisa mudou aqui!
Revi a casa tão simples...
Adentrei num bangalô
que abrigou gente comum.
As posses, somente os filhos...
Bens, nenhum.
Dentre dez,
um logo se fez doutor.
Seguiu em busca da lida!
Os demais, foram levando a vida
e a vida os levando.
No dia-a-dia cotidiano,
uns se formando,
outros trabalhando,
alguns, mais vadiando...
O casal ali,
sofrendo e lutando,
horas rindo,
outras chorando...
Até partir definitivamente,
com a fé própria dos crentes
com ar de quem viveu feliz!...
Incongruente o passar da vida!
Eu, aqui e agora,
inocente aprendiz,
relendo uma vida de outrora
e escrevendo a que quis,
entre a casa e a rua,
o trabalho e a lida.
E a vida se insinua...
Nua e crua!
Na mesma casa,
na mesma rua
de número 192,
eu, você e a lua.
E a história... Continua!....
Fortaleza, 26.07.2006


Pagina editada por Emília Possídio em 28.07.2006
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