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Re-Construção
Emília Possídio

Naquela casa de barro fez sol,
e o canto sincronizado em dueto,
de um casal, sobre um pilar de atol,
fez seresta, à tardinha no coreto.

Sem alarde, em menos de uma semana,
ergueram, João e Janica-de-barro,
seu ninho, num galho de cajarana,
aos olhos de um Canarinho bizarro.

Bons tempos... Anunciavam os oleiros!
Até que os expulsaram outras aves,
ao invadir a casa dos obreiros.

Cordatos, arribaram na monção
em busca de água, barro e agaves
na Esperança de nova Construção!
Emília Possídio
Recife, 04.04.2007
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