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O Amor
que Tenho
Emília Possídio
O amor que
tenho complementa a sina,
Do jogo real que cruzou meu caminho.
Íngreme ou florido ele se destina:
Seguir comigo e não ficar sozinho.
O amor que tenho, calmo e paciente,
Num
fulhand de
ases não me desaponta.
Tem jeito sereno, olhar envolvente,
O ar displicente faz-me ficar tonta.
Tem suas mentiras e suas verdades,
Jeito velado de enganar, amando,
Dama de copas em cama florida...
Por vezes se ancora em tolas vaidades
Discorda de tudo e segue sonhando
Que é rei de ouros no jogo da vida!
Fortaleza, 09.02.2006
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