Gigante Vermelho
Emília Possídio


No ventre deste mundo há nuvem densa. 
No quarto da manhã brilhas contente. 
Tens fascínio-beleza, luz intensa 
em dia avermelhado e displicente 



Nasces sorrindo, Gigante Vermelho, 
invadindo de brilho todo o espaço! 
A paisagem que refletes no espelho 
são luzes que nascem em teu regaço. 



Vento solar, espirro do gigante, 
força e calor da mata verdejante, 
cobertor e agasalho a aquecer... 



Um terço de tua luz, último brilho, 
é prece declamada em estribilho. 
O dia se esvai, e outro vai nascer!




Fortaleza, 28.11.2005
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