Flor do Alvorecer
(Soneto Inglês)

Emília Possídio

Aqueles que me vêem na alvorada,
nunca ouviram o gorjear do meu ninho.
Não conhecem minh'alma apaixonada
nem sonharam na alvura do meu linho.
Não saberão do que serei capaz
nem viverão no imenso que é "Amor":
- Viver intenso que não se desfaz
na busca funda que vai onde vou.
Nessa noite cinzenta e desbotada,
luz atrevida adentra na janela...
Faz brilhar a escultura bronzeada
que exala perfumes que emanam dela.

Cinzela as entranhas do anoitecer...
Quando me alcanço, chega o alvorecer!

Fortaleza, 20.08.2007
 

 

 

 

 

 

Pagina editada por Emília Possídio em 20.09.2007
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