Cochilando nas estrelas - Filhos do fundo do mar






Filhos do Fundo do Mar
Emília Possídio


Ó chuva fina, quanto de suas águas
são enxurradas de grandes mágoas
que jorram de tantos olhos que choram,
pelos vários filhos que não viveram.
Quantos e tantos deles afogaste!
No mar, ainda com a vida, os jogaste.
Que Deus possa te perdoar a maldade
por tanta e tamanha indignidade...


Não tens remorsos ou qualquer pena.
Pobre de ti, tens a alma tão pequena!
Perdeste o senso, negaste qualquer amor,
pois teu seio, o pobre filho nem sugou!
Ó mar bravio, de violenta tormenta,
ó desalmada, a dor é quem te alenta!
Impiedosas ondas do desengano,
é o que ouvirás pelo teu ato insano.

Fortaleza, 9.11.2005




Web designer Ana Amélia Donádio/Romantic Home
®DireitosAutoraisReservados©
Página editada em 02/12/2005

Jim Warren, Artist
Luvdalot Graphics & Design