DESSE MEL

Emília Possídio



Desse mel eu me alimento,
amante, viva mulher!
Esse néctar é o meu sustento
faz-me musa quando quer.
De um amarelo profundo
sobre mim brilham dois sóis.
Seu olhar desvenda o mundo,
lumaréu,  clareando os arrebóis.

 


Desnudam-me em terna cobiça,
é doce olhar que enfeitiça,
dourando meu corpo de mel...
Qual bem-te-vi voejando
no ninho se acasalando...
Num mergulho nesses olhos,
chego bem perto do céu.

Recife, 24.10.2006

 




                

 

Pagina editada por Emília Possídio em 10.11.2006
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