Amor-Perfeito
Emília Possídio

Esse luar, tão belo, tão divino
que espalha alvura em sua claridade
parece com a candura de um menino,
de olhos claros libertos de maldade.

Dormita lá no céu, vibrante e manso,
a brisa morna da serenidade,
que embala na doçura do remanso
uma flor que cochila de saudade.

No oceano azul de ardente leito,
sob o frescor de raro amor-perfeito,
raios de luz deslizam fatigados.

A relva se espreguiça pelos prados,
e mil botões, bonitos, perfumados
se abrem nos campos floridos do peito.

Fortaleza, 28.08.2007


 


 



 

Pagina editada por Emília Possídio em 20.09.2007
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