Amor Imortal
Emília Possídio

Que este amor de hoje
Não se fragilize
E de mim, jamais, se esqueça.
Que se faça dor aceita,
Quando da partida
E possa eu ser
O que sempre fui,
Mais e mais querida.

Que  o sorriso
Não se perca na açucena
que floresce e se desfolha
E sua forma de beleza
Vem da fragilidade e da cor.
Que no infinito das flores
Habitem colibris
Que voejem por onde eu for.

Que o amor se cumpra
No longe e no sempre
Do tão-só lembrar.
Que se faça denso
E, na hora dez,
Como neblina fina,
Umedeça o deserto
Onde passarão  meus pés.

Que o amor
Possa sempre ser vibrante
E quando da partida...
Se imortalize.

 
(Emília Possídio)
Recife, 17.07.2007

 

 
 

                        

                                        

 


Pagina editada por Emília Possídio em 14.08.2007
®Direitos Autorais Reservados©