.

.


 

A COR DA DOR
 
Emília Possídio
 
Esqueço que existe o sofrer
quando escrevo
Coloco matiz no que preciso dizer
Não pinto a dor
apenas de marron
dou-lhe cores de aquarela
com harmonia e leveza
vou fingindo que ela é bela
pincelando cada tom
 
Ordeno as estrofes
com a cadência do meu caminhar
tempero os versos com a rima
vinda do mais profundo do meu pensar
 
Coloco luz nas estrelas
faço-as sorrir e brilhar
às vezes dormir e sonhar...
À lua me aconchego
peço-lhe emprestado o dourado do luar
para o meu corpo banhar
Conto-lhe as máguas
juntos vamos lavá-las
nas profundezas das águas do mar...
 
Fortaleza, 05.04.2004
 

 

 

 


Pagina editada por Emília Possídio em 20.05.2006
®Direitos Autorais Reservados©