

Abelha Obreira
Emília Possídio

Fui princesa em colméia requintada
Faz tanto tempo que até já esqueci
Larguei o cetro e a coroa dourada
Segui o sonho de um amor sem fim

Segui meu rei, senhor, o meu zangão
Voando pelas curvas do caminho
Fui ser obreira, abelha da ilusão
O desengano me deixou sem ninho
 Sugaram todo o mel das nossas flores Agora provo o fel dos dissabores Com asas partidas preciso ir embora

Levarei, bem guardado na memória, Capítulos de uma bela história,
Voando baixo pela vida afora
Fortaleza, 7.10.2004
14h52
|